Enquanto a bola rola no Campeonato Mato-grossense Martinello Sicredi 2026, as arquibancadas seguem vazias, levantando questionamentos sobre o futuro do futebol estadual. Dados dos primeiros jogos mostram um cenário preocupante, com públicos totais que mal ultrapassam a casa dos mil torcedores e, em um caso extremo, cai para apenas 80 pessoas presentes no estádio.
Na partida mais crítica, Várzea Grande x Luverdense registrou apenas 80 presentes, sendo apenas 24 pagantes, o que gerou uma renda de apenas R$ 380,00. Números que refletem uma crise de interesse e talvez de gestão, especialmente em um clássico regional que, no passado, costumava atrair mais atenção.
O confronto com maior renda até o momento foi Chapada x Mixto, que arrecadou R$ 21.640,00 com 1.182 presentes (910 pagantes). No entanto, mesmo esse número está longe de encher os estádios da categoria.
Outros jogos, como Cuiabá x CEOV (1.068 presentes) e União x Nova Mutum (1.217 presentes), também seguem com bancadas majoritariamente vazias, levantando questões sobre desinteresse, preços de ingressos, calendário, falta de atratividade da competição ou até a concorrência com o futebol nacional.
Especialistas apontam possíveis causas:
Falta de identidade e apelo das competições estaduais;
Preços desalinhados com o poder aquisitivo local;
Má gestão de marketing dos clubes e federação;
Concorrência com o acesso à transmissão em casa.
Se a Federação Mato-grossense de Futebol e os clubes não criarem estratégias urgentes para reconectar com o torcedor – seja com campanhas promocionais, ingressos populares, ou uma reformulação no formato do campeonato – o risco é que o estadual se torne cada vez mais apenas um protocolo de pré-temporada, longe do calor das torcidas que um dia já vibraram nessas mesmas arquibancadas.
Enquanto isso, o campeonato segue, quase em silêncio.