O dólar comercial registrou queda na sessão desta terça-feira (27), encerrando o dia cotado a cerca de R$ 5,20, o menor valor desde maio de 2024, influenciado por maior apetite ao risco no mercado e fluxo de capital para ativos brasileiros.
A desvalorização da moeda americana frente ao real ocorreu em meio à expectativa dos investidores pelas próximas decisões de política monetária — tanto do Banco Central do Brasil quanto do Federal Reserve dos Estados Unidos — e dados de inflação mais benignos, que reforçaram a demanda por ativos locais.
No mercado acionário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou acima dos 181 mil pontos pela primeira vez na história, alcançando 181.919 pontos, impulsionado por uma maior entrada de capital estrangeiro e desempenho positivo de ações de setores como financeiro, de commodities e de varejo.
Especialistas destacam que o clima de confiança dos investidores foi favorecido pelos dados de inflação no Brasil, que ficaram abaixo das expectativas, além das projeções de que o Banco Central poderá iniciar cortes na taxa básica de juros (Selic) já a partir de março, após manter o patamar de 15 % por várias reuniões consecutivas.
O movimento no câmbio e na bolsa reflete um momento em que o mercado financeiro combina otimismo com ativos de risco e maior procura por reais, ao mesmo tempo em que ajusta posições à espera de decisões de juros importantes no Brasil e nos Estados Unidos.